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"Treinamento de cães e guias para operações de busca aumenta eficiência do Corpo de Bombeiros", afirma capitão

Nesta sexta-feira (06), o Corpo de Bombeiros realizou um simulado de busca com cães farejadores
José Lucas Salvani | Secom-MT

Em 10 anos, cadela Sheron soma mais de 200 ocorrências bem sucedidas - Foto por: Foto por: Marcos Vergueiro
Em 10 anos, cadela Sheron soma mais de 200 ocorrências bem sucedidas
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Realizar treinamentos de cães farejadores e guias é fundamental para que o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) possa prestar o melhor atendimento possível para a população mato-grossense. Essa é a avaliação do capitão Saboia, comandante adjunto do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Várzea Grande (2ºBMM) e membro do Núcleo de Operações de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Nobresc).

“Todos os nossos cães e seus guias precisam treinar em lugares como de desabamentos e deslizamentos, para que se habituem a situações similares. Com esse treinamento, a população mato-grossense é prestigiada com um atendimento de qualidade. Quanto mais cães e guias treinados, maior é nossa eficiência”, avalia o capitão.

 

Capitão Saboia - Marcos Vergueiro/Secom-MT

Nesta sexta-feira (6), o CBMMT reuniu oito bombeiros militares e as cadelas Sheron, Athena e Bela para o Simulado de Busca, Resgate e Salvamento com cães do Nobresc, em uma área anexa ao Hospital Santa Rosa. Além dos militares, o médico veterinário César Pareja também esteve presente para caso os animais necessitassem de atendimento.

A simulação foi realizada com uma vítima viva e com um boneco que simbolizava uma vítima em óbito, ambas sob escombros de uma demolição. O trio de cães realizou as buscas do tipo venteio, quando o animal fica livre, sem estar preso a uma coleira, para realizar as buscas por toda a área onde há eventuais vítimas.

 

Capitão Saboia faz a orientação dos bombeiros para o simulado - Marcos Vergueiro/Secom-MT

“Em situações de desabamento, as vítimas precisam manter a calma. Sabemos que em situações como essa são difíceis, mas é necessário o treinamento. Indicamos também que sinalize com algum som, batendo em algum objeto metálico, por exemplo, o mais forte possível, e de maneira constante”, explica o capitão.

“Ter o animal conosco durante estas operações faz muita diferença. Neste caso de hoje, por exemplo, temos muito entulho, o que dificulta o nosso acesso às possíveis vítimas. Os cães descartam áreas para nós e indicam onde estão as pessoas”, explica o 2º sargento Lins, também do 2ºBMM.

 

Cadela Athena foi a primeira a entrar em ação - Marcos Vergueiro/Secom-MT

Do trio, Athena foi a primeira a buscar e, cerca de cinco minutos depois, encontrou a primeira vítima em óbito, simulada com um manequim soterrado no entulho. Logo em seguida, Bela também entrou em ação e fez a confirmação de que havia uma vítima em óbito no exato local. O uso de mais de um animal na localização de uma mesma pessoa é prática comum.

Após encontrarem a segunda vítima em óbito, Athena e Bela realizaram, também, a buscar por uma pessoa com vida e a encontram depois de alguns minutos. Sheron também participou desta busca e encontrou a vítima com muito mais agilidade e rapidez.

 

Sheron realizando a busca da vítima com vida - Marcos Vergueiro/Secom-MT

A eficiência da cadela é resultado de 10 anos dedicados inteiramente às buscas de vítimas com ou sem vida, seja em regiões de mata, desmoronamentos ou soterramentos. Sheron foi levada para o Batalhão ainda filhote e, após mais de um ano em treinamento, passou a atuar nas buscas. São mais de 200 ocorrências bem sucedidas e o animal, inclusive, participou das buscas nas tragédias de Brumadinho (MG) e Petrópolis (RJ).

Em dezembro de 2022, ela foi aposentada devido a idade, mas o animal ainda fica de prontidão para caso seja necessário dar apoio em ocorrências futuras.